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Professor do IFPR Colombo recebe o Prêmio Açorianos de Literatura pelo livro As Marcas do Cárcere

terça-feira, 27 de março de 2018 - 12:17 PM

O livro “As Marcas do Cárcere” venceu o Prêmio Açorianos na categoria Ensaios de Literatura e Humanidades na última sexta-feira (23/03). A obra, que também foi finalista do Prêmio Jabuti, é assinada pelo professor do IFPR Colombo, Alysson Ramos Artuso, pelo professor da Estácio Porto Alegre, Leandro Ayres França e pelo fotógrafo Alfredo Steffen Neto.

Trata-se de um relato em textos e fotos da rotina e das marcas que carregam os que vivem no cárcere. Embora o foco sejam os apenados, estão presentes também policiais, diretores, advogados, defensores públicos, juízes, juristas e familiares. As rotinas desses personagens, os ambientes que frequentam, as comunicações e produtos a que têm acesso, as condições a que se sujeitam, as marcas físicas e psicológicas gravadas em suas individualidades e com as quais retornam para a sociedade são alguns dos alvos deste ensaio.

O projeto gráfico foi assinado e executado pela Casa Rex, a casa de design mais premiada do Brasil, e editada pelo escritor e designer Gustavo Piqueira, agraciado com mais de 200 prêmios nacionais e internacionais na área de design. A publicação foi financiada pelo edital Fumproarte da cidade de Porto Alegre, com a impressão de 1.000 exemplares, todos distribuídos gratuitamente.

Em seu agradecimento durante a cerimônia de premiação, o autor Leandro Ayres França, ressaltou que é preciso lembrar que o livro é sobre o cárcere, que existe um compromisso político em denunciar toda essa violência e que se calar não é a melhor opção, lembrando inclusive, mas não somente, da vereadora carioca recentemente assassinada Marielle Franco em sua fala:

“É muito importante receber esse prêmio depois de cinco anos de pesquisa, mas não posso deixar de pensar que as pessoas mais importantes nesse projeto, que são seus personagens, estão dormindo em lugares sem a menor condição. E que estou recebendo esse prêmio em um momento em que ainda se matam ativistas pelos Direitos Humanos”, disse o professor e criminólogo.

O professor Alysson Ramos Artuso também destaca a importância do prêmio, especialmente “em tempos em que o punitivismo se intensifica como solução, ainda que contra evidências científicas” e convida a todos que acham “que tem nos faltado humanidade e ciência em nossas decisões” a baixar o livro gratuitamente – http://ayresfranca.com/as-marcas-do-carcere

 

Trecho da obra

O Cárcere. O Brasil é um país com 715 mil pessoas presas (incluindo prisão domiciliar). Isolado, o número não indica a real dimensão do problema. Seu vulto só começa a tomar forma quando comparado com dados como os do relatório do Conselho Nacional de Justiça de junho de 2014: o número é três vezes maior do que a quantidade de vagas existentes. Também somos o terceiro país no mundo que mais prende pessoas, perdendo apenas para os Estados Unidos (2,2 milhões) e a China (1,7 milhões). O primeiro possui um sistema penitenciário privatizado, em que prender gera lucro para a iniciativa privada. O segundo é uma ditadura com uma população sete vezes maior que a brasileira. Em termos relativos, o Brasil possui 2,7% da população total do mundo, mas 8% da população carcerária, uma distorção só superada pelos americanos. Prendemos tanto que superamos países considerados muito mais repressores, como Rússia (676 mil), Irã (217 mil) ou Indonésia (154 mil). E, proporcionalmente ao número de apenados, somos o país que menos tem vagas no sistema prisional. Novamente, no Brasil são 715 mil pessoas no cárcere. E não fazemos ideia de quem elas são.

 

Algumas repercussões na mídia

https://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/festa-para-o-premio-acorianos-de-literatura/

https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2018/03/cerimonia-de-tom-politico-marca-entrega-do-acorianos-de-literatura-cjf70avp0005r01pht342d7s3.html

https://www.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/Variedades/Literatura/2018/3/645689/Livro-de-sonetos-conquista-o-Acorianos-de-Literatura

 

Link para a obra completa

http://ayresfranca.com/as-marcas-do-carcere

 



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